“Uma Mensagem de Natal” por Valdete Braga

23/12/2015 às 10:38 por Atualizado dia 23/12/2015 às 10:38


Valdete Braga

Tenho ouvido muito que 2015 foi um ano “pesado”. Já virou lugar comum esta expressão, e ela é fato. Foi um ano difícil para o país inteiro, mas em nossa região, a tragédia do rompimento da Barragem de Fundão e suas conseqüências, tanto pela sua gravidade, quanto por estarem tão perto de nós, abalaram muito a todos. Por ter acontecido há tão pouco tempo, o final de ano ficou mais triste. Uma coisa desta não se esquece, mas com o tempo vai amenizando, e ainda está muito recente, não houve tempo para amenizar.

Sim, foi um ano “pesado”, e com este acontecimento em seu final, ficou muito mais pesado ainda. Mas não podemos deixar morrer o espírito do Natal. Falo do real espírito natalino, que não está nos presentes, nem na ceia, nem nos doces. Falo do verdadeiro sentido desta festa que não é nossa, é dEle, do Menino Deus que nasce e renasce a cada ano, independente da religião de cada um. É óbvio que o ideal seria mantermos este espírito o ano inteiro, mas não vivemos em um mundo ideal. Em um mundo ideal, Ele nem precisaria ter nascido, com o objetivo que O trouxe ao Planeta. Há quem consiga, mas para os que não, a semente plantada neste dia pode germinar para uma evolução maior. Já é um começo.

O verdadeiro sentido da época deve estar dentro de cada um, mas as luzes, os enfeites, são importantes para nos reportarem a este sentido. Em um ambiente de paz, o espírito se encontra nesta paz. Entre luzes e boas energias, a alma se energiza no Bem. Ainda estamos na matéria e a matéria faz parte de nossa vida, é hipocrisia dizer que não. O real espírito natalino está dentro de nós, mas o ambiente material nos ajuda a mantê-lo desperto. Enfeitemos as nossas casas, sim! Cantemos hinos de louvor, sim! Se pudermos, iluminemos nossas sacadas, varandas, ruas… por que não?

Uns podem mais, outros menos, mas não há quem possa tudo nem quem não possa nada. Quem puder colocar lâmpadas e mais lâmpadas coloridas pelo jardim, que o faça. Quem puder desenhar e recortar um sino de Natal em um papel comum, que o faça, também. O valor é o mesmo, se o sentimento for o mesmo.

O importante é entendermos que o sentido espiritual não se perde pela lembrança material, muito pelo contrário. Se os olhos são o reflexo da alma, quando eles se deparam com as lâmpadas coloridas, a alma se enche de luz. Natal é luz, e nunca precisamos tanto dela! O ano foi pesado? Sim, ele foi. A tragédia ocorrida ao nosso lado nos abalou profundamente? Sim, abalou. Estamos tristes? Sim, estamos. Mas não vamos, por isto, impedir a Luz de entrar em nossos corações. Vamos, ainda abalados e tristes, acendermos nossos jardins ou recortarmos nossos sinos de papel, de acordo com nossas possibilidades. Não deixemos a tristeza apagar nossas lâmpadas materiais nem nossa Luz espiritual. Que dentro de cada um de nós brilhe o espírito de Natal, com Jesus em cada coração.


Comente com o facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *