Um novo marco para o Festival de Inverno em 2004, e o comprometimento com o resgate dele pelas autoridades, em 2017

22/07/2017 às 11:35 por Atualizado dia 22/07/2017 às 12:17

Secretário de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto, Zaqueu Astoni
Crédito-Marcelo Tholedo

Outro marco importante na história dos 50 anos do Festival de Inverno, além de 1967, quando o Festival de Ouro Preto (criado em 1955) passa a ser organizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e 1993, quando ele retorna à Ouro Preto, após 14 anos sendo realizado em outras cidades, foi  o ano de 2004, quando ele se torna extensão da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

De acordo com o documento de Resolução nº 1.114 do Conselho Universitário da UFOP (CUNI), de 1993 a 2004, várias propostas foram desenvolvidas pela UFMG, Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH) e Prefeitura de Ouro Preto para a organização do evento. Após várias mudanças de grupos organizadores, a UFOP renovou a sua proposta em 2004, de organizar o Festival de Inverno, e fazer a sua junção com o Fórum das Artes, iniciativa da Universidade que tinha o apoio das Prefeituras de Ouro Preto e Mariana.

O documento aponta que, “por envolver diretamente duas cidades, Ouro Preto e Mariana, que representam significativamente as artes plásticas coloniais, barroca, o rococó e, depois, o neomodernismo e o próprio moderno, o Festival tem a sua execução favorecida, pois possibilita a renovação da atenção sobre os valores históricos e evidencia as particularidades territoriais e as paisagens culturais desta região.

Trata-se de ações planejadas para a educação das artes e da cultura, e possui também um viés econômico, com atividades que priorizam o acesso e a efetiva interação da sociedade, seja como espectadores, seja na prestação de diferentes serviços e suporte aos visitantes.

Estas questões dão o tom do Festival de Inverno e caracterizam seu diferencial pelo enfoque social, de desenvolvimento econômico regional, além de propiciar várias formas de encontro entre moradores, excursionistas e turistas”.

2017 – o início em João Monlevade e o comprometimento com o resgate

Outro fato importante ocorre este ano, em 2017, o início das atividades do Festival de Inverno na cidade de João Monlevade, onde a Universidade Federal de Ouro Preto possui campus. “A UFOP tem a obrigatoriedade e a necessidade de levar toda a sua extensão para João Monlevade. Já temos projetos sendo desenvolvidos pelos professores de lá, mas não poderíamos ter feito diferente este ano, e iniciamos a programação do Festival de Inverno no município”, afirma o pró-reitor de Extensão da UFOP, Marcos Knupp.

“A relação com a Prefeitura de João Monlevade foi muito boa, nos apoiaram e nos ajudaram na realização. A idéia é que, no ano que vem, a gente aumente a programação com a mesma diversidade que tivemos este ano”, relata Knupp.

Neste ano em que o Festival de Inverno celebra seus 50 anos de história, várias autoridades se comprometeram com a continuidade do evento e com o resgate do caráter de formação artística e cultural do seu público. “Essa retomada do Festival de Inverno com o viés de formação de todo o seu público é fundamental para que se crie um pólo cultural na região dos Inconfidentes. Além das diversas oficinas, eu destaco a ampla discussão realizada junto com os conselhos de cultura do município, e a participação de outros municípios nessa discussão, como Itabirito e Mariana”, conta o Secretário de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto, Zaqueu Astoni.

O Secretário ainda diz que, “o Festival vem para mostrar o seu papel de formação acadêmica, promovendo uma discussão doutrinária de toda a política cultural da cidade, e patrimonial também. Gostaria de destacar, e parabenizar, a parceria deste ano com o Iphan, que celebra seus 80 anos, instituição fundamental em Ouro Preto, que é a primeira cidade a ser declarada Patrimônio Cultural da Humanidade, pela UNESCO, no Brasil”, destaca Astoni.

A reitora da Universidade Federal de Ouro Preto, Cláudia Marliére, também enfatizou, em recente entrevista,  a necessidade da retomada do caráter de formação artística e cultural do seu público, tanto o externo, de visitantes, mas, principalmente, do público interno. “As intervenções culturais e as oficinas nas escolas, realizadas pelo Festival de Inverno, são muito importantes para o desenvolvimento social da região. Foram em torno de 70 oficinas este ano, isso mostra o nosso esforço em resgatar essa característica inicial, que é, prioritariamente, a formação e educação pela arte e pela cultura”, afirmou a reitora.

Outra autoridade que garante a necessidade do comprometimento com este resgate, é o  Secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo. “É muito importante que, ao comemorarmos seus 50 anos, nós possamos, hoje, nos comprometermos com a revitalização do Festival de Inverno, dentro desse espírito de ateliê, de oficinas, de trabalho de campo, com pesquisadores, professores, e artistas convidados. Que seja um momento em que o estudante deixa a sala de aula de belas artes, ou de música e de letras, para estar em contato direto com o artista, seja o músico, o escritor, pintor ou escultor”, afirma Oswaldo

O Secretário ainda declara, “que o espírito do primeiro Festival de Inverno, de 1967, seja restaurado, para que tenhamos mais densidade na programação, que não seja uma programação de sucessão de eventos, mas que seja de fato um Festival comprometido com a expansão do fazer artístico, e da cultura do nosso estado e do nosso país”, conclui o Secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo.

Assessoria de Comunicação do Festival do Inverno


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