“Somos todos Chapecoense” na Coluna Templo Alvinegro, com Samuel Senra

02/12/2016 às 14:28 por Atualizado dia 17/02/2017 às 12:55

Samuel Senra é Graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto

Semana passada perdemos em campo a primeira partida da final da Copa do Brasil. Mas nesta semana, infelizmente, perdemos mais do que um jogo importante.

Quem diria que um Atleticano roxo deixaria de se importar com uma derrota dentro de campo, ainda mais se tratando de uma final de campeonato. Mas o sentimento que nos toma agora é de um profundo e irreversível pesar.

A tragédia com o avião que levaria a equipe de Chapecó para o mais importante jogo de sua história nos devastou. O sentimento é de tristeza e de dor, algo inigualável e a ficha ainda não caiu. Até que ponto controlamos nossas vidas e o próximo passo? Sei que esse tipo de questionamento surge apenas em momentos como o de agora, caso contrário, deixaríamos de dar sentido a qualquer uma de nossas ações.

Somos incapazes de controlar a força do acaso, do destino, chame lá do que quiser. Somos vulneráveis. O que conquistamos hoje, amanhã já não é concreto, o futebol tem disso e a vida também.

Mas uma coisa é certa. Eles foram guerreiros, levaram o futebol da Chapecoense a um outro nível, um nível merecedor de total respeito. Serão imortalizados na história do clube e do futebol, não pela tragédia, mas pela competência com a qual levaram a camisa verde e branca a elite do futebol brasileiro.

Desejo do fundo do meu coração que com o tempo os familiares das vítimas consigam se reerguerem psicologicamente. E que possam ser capazes, de alguma forma, de se sentirem confortados para que essa impreterível dor, de difícil estancamento, possa ser, ao menos, amenizada.

Força para que a família Chapecoense, junto de seus torcedores e novos admiradores, possam superar todas as adversidades com muitas boas vibrações. Neste momento, somos todos verde e branco!


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