‘Sol cor de ouro’, por Roberto dos Santos

27/11/2017 às 20:40 por Atualizado dia 27/11/2017 às 20:41

Roberto Santos, 47 anos, nascido em Dores de Guanhães, chegou ao Distrito Ouro-pretano de Antonio Pereira em 1979. É porteiro na Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP e tem uma sensibilidade peculiar na apresentação de seus textos. É casado com Márcia, que é a aguerrida diretora da Escola Municipal Alfredo Baeta e têm o filho Antônio, de 13 anos.

Nas montanhas de Minas um belo por do sol,

Um fim de tarde cor de ouro, cintilantes como farol.

À noite ele descansa para voltar de manhã,

E nas pedras seculares traz um bom dia com afã.

 

As calçadas o esperam, pedras lizas igual sabão,

Belezas que não impedem os corpos de irem ao chão.

Os telhados também recebem o calor do astro rei,

De onde vem tanta beleza, confesso que não sei.

 

Arquitetura colonial portuguesa, Ouro Preto toda bela,

Casarões por todo o lado,também retratadanas telas.

Traz o passado e presente compondo um mesmo tempo,

Razão deser declarada magnifico monumento

 

Patrimônio da humanidade, onde o sol sempre brilhou,

Um sol que era de todos, nem o patrão cerceou.

Nas janelas das senzalas arrumou uma fresta e entrou,

Visitou todos lá dentro levando força e vigor.

 

Rua direita sem a esquerda, rua das flores sem jardim,

Igrejas por todo lado, imagens de querubins.

Museus contando história, da religiosidade e riqueza,

As mãos negras construindo monumentos de excepcional beleza.

 

O sol de Ouro Preto é um sol especial, embala romance, esquenta carnaval,

Ilumina os monumentos de forma magistral, suas cores harmonizam o patrimônio mundial.

Ah Sol! Como és belo e genial o que seria sem você, desde a era imperial.

Ah Ouro Preto!Como és cheia de encanto, solo que amo tanto, centenária e jovial.


Comente com o facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *