“Que a novela não se repita”, na Coluna Arquibancada Celeste, com Allan Almeida

18/04/2017 às 13:23 por Atualizado dia 18/04/2017 às 18:04

Em 2015 e 2016, o  Cruzeiro jogava as semifinais do Campeonato Mineiro ostentando a vantagem de dois resultados iguais para chegar à decisão do estadual. Nessas duas edições, a Raposa foi a campo com o regulamento debaixo do braço e esqueceu-se que havia adversários correndo atrás do resultado. Não jogou nada e ficou de fora da finalíssima.

Mais uma vez, o Cruzeiro tem a vantagem de dois resultados iguais na semifinal. E ao que parece, está seguindo o mesmo caminho. A primeira partida, contra o América, mostrou-se semelhante ao desempenho dos dois últimos anos. Time neutralizado pela defesa do Coelho, com pouca criatividade e falta de precisão no ataque. O trio Arrascaeta, Thiago Neves e Rafinha fez a pior partida na temporada. Ficaram apagados em campo. Rafael Sóbis sequer chegou à grande área. Ainda não entendi a preferência do técnico Mano Menezes pelo centroavante. Entre Sóbis e Ábila, ficaria com o Argentino.

Se o ataque não funcionava, a defesa se enrolava quando o América criava jogadas. Mayke mais uma vez comprometeu o lado direito do campo. Nem voltou a campo no segundo tempo. Em uma substituição esquisita, Mano Menezes mandou a campo o volante Henrique, deslocando o volante Hudson para a lateral direita.  O gol do América não demorou a sair na segunda etapa. Escanteio cobrado, aos 16 minutos, a defesa cruzeirense não marcou e o voltante Ariel Cabral ficou só assistindo ao zagueiro Messias abrir o marcador.

Seria inadimissível se nossa primeira derrota na temporada fosse diante do América. Com todo respeito à camisa do adversário, mas a nossa equipe tem muito mais potencial técnico. Para nosso alívio, Thiago Neves conseguiu empatar a partida aos 22 minutos. E só. Nada mais de ofensivo por parte do Cruzeiro. O resultado foi assegurado graças às defesas do goleiro Rafael, aos 45 e 47 minutos do segundo tempo. Jogo ruim, empate frustrante e a decisão ficando para o próximo domingo.

Na segunda partida da semifinal, o Cruzeiro tem a obrigação de mostrar muito mais do que foi visto neste domingo. Diante da torcida, no Mineirão, a postura tem que ser de uma equipe viva na competição, com vontade de vencer a partida, com garra de quem quer sagrar-se campeão. Se a postura não mudar, o América terá tudo para faturar a partida.

Antes do América, os atletas cruzeirenses e a comissão técnica concentram-se na partida de volta da quarta fase da Copa do Brasil, contra o São Paulo, quarta-feira, no Mineirão. Nesse jogo, porém, foi construído um resultado melhor na primeira partida. Diria que está mais fácil avançar na competição. Mas, o pensamento deve ser jogar bem e, de preferência, vencer a partida.

Seja no Mineiro ou na Copa do Brasil, teremos duas grandes decisões essa semana. Que nossos atletas resgatem o futebol criativo de partidas anteriores e tenhamos dois bons resultados em campo.


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Um comentário

  1. Já passou da hora do Mano parar de dar essa desculpa de que tem muitos jogos e de que tem que poupar os jogadores e tal…se é pra poupar, que coloque os reservas então! Se entrou em campo, tem que ser pra valer!!!

    Esse negócio de jogar com o regulamento quase sempre dá errado. O Cruzeiro tem time pra ganhar bem do São Paulo (do América então, nem se fala), mas faltou pulso do Mano com a evidente apatia do time nessa semifinal.

    Falando especificamente dos jogadores:
    – o Mayke não demonstra ter a menor vontade de jogar bola!
    – tomara que o Dedé se recupere mesmo, pois Léo e Manoel juntos formam uma zaga lenta e baixa, e que fica ainda mais prejudicada pelo problema CLARO da proteção das laterais.
    – por fim, vou discordar sobre o Ábila. Para o estilo de jogo de velocidade que o Mano está implantando, o argentino não funciona bem, principalmente quando o meio não aparece pra jogar. Mas essa é mais por questão de gosto mesmo!

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