“Quando tá valendo, tá valendo”, com Samuel Senra

11/05/2017 às 17:53 por Atualizado dia 11/05/2017 às 17:54

Samuel Senra é Graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto

Depois de um jogo morno, no empate sem gols contra o Cruzeiro, pelo primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro, o técnico Roger resolveu testar, pela Libertadores, no meio da semana, contra o Sport Boys, a utilização de três volantes. Adilson entrou para formar o meio defensivo junto com Carioca e Elias. Além disso, o mandatário colocou para jogar, de uma só vez, o trio Otero, Cazares e Rafael Moura, deixando então Fred e Robinho no banco, com o pretexto de poupar para o segundo jogo da final.

A sacada de Roger não podia ser mais certeira. Com um meio de campo mais consistente, os meias ofensivos tiveram maior liberdade para atacar, assim como também os dois laterais, Marcos Rocha e Fábio Santos. O resultado disso foi um 5×1 fora de casa, na Bolívia, com um futebol mais bonito, solto e envolvente. Confesso que a principio até fui resistente à ideia de jogar com três volantes, ainda mais depois de cobrar um futebol mais audacioso por parte dos nossos jogadores.

Audácia foi o que também não faltou no segundo jogo da final contra o Cruzeiro, de novo com três volantes, mas dessa vez com Fred e Robinho entre os titulares, o Galo sobrou no primeiro tempo. Foram destes dois a jogada do primeiro gol Atleticano. Arrancada de Robinho, passe para Fred na linha de fundo que com só dois toques, recebeu, olhou para a área e tocou para o companheiro que corria em direção ao gol, com um só toque Robinho estufou as redes e saiu para o abraço, a torcida foi ao delírio. Logo sem seguida, Robinho recebeu outra bola em posição legal e bateu na saída do goleiro para marcar o segundo, mas o assistente, erradamente anulou o gol.

O Cruzeiro ainda chegou ao empate no início do segundo tempo, mas o Galo manteve a consistência no meio de campo. Numa roubada de bola no setor defensivo, Marcos Rocha partiu em velocidade e tocou para Cazares no meio de campo, que teve a fineza de sempre para esperar o momento exato de lançar Elias, que inteligentemente se colocou na mesma linha do zagueiro para sair de frente para o gol e poder então estufar novamente as redes.

A fatura estava liquidada, merecidamente liquidada. O Galo sobrou dentro de campo, desperdiçou inúmeras outras chances de gol e mesmo assim foi superior ao adversário. O título serviu como renovação dos votos de uma equipe que está iniciando um novo ciclo de conquistas. O primeiro título de Roger como treinador, em cima do maior rival, é um prato quente de entrada para o que ainda está por vir. Ainda temos a Libertadores, a Copa do Brasil e o Brasileirão pela frente. Vamos que vamos porque vocês já sabem, “quando tá valendo, tá valendo”.

 


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