Professor da UFOP convoca sociedade para o combate à intolerância religiosa

16/01/2018 às 17:11 por Atualizado dia 16/01/2018 às 19:01

Foto-Reprodução/Facebook do professor Erisvaldo P. Santos

No próximo domingo, dia 21 de janeiro, é comemorado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, Lei Federal 11.635, de 27 de dezembro de 2007. De acordo com o professor Erisvaldo Santos, a data é um marco da luta contra o racismo religioso e a intolerância que resultaram na morte de Mãe Gilda, uma iyalorixá de Salvador que morreu em decorrência de danos psicológicos e morais produzidos por imagens e matérias jornalísticas publicadas e divulgadas em meios de comunicação de uma igreja neopentecostal.

Há uma década de assinatura da Lei pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, o que se vê é o aumento do discurso de ódio, do racismo religioso e da violência contra os adeptos e templos das religiões brasileiras de matrizes africanas.

De acordo com o Erisvaldo, a sociedade brasileira permanece apática e omissa diante da invasão de terreiros, da destruição e quebra documentada de seus objetos sagrados e do apedrejamento de adeptos da umbanda e do candomblé. “O cenário político tem sido ocupado por lideranças religiosas comprometidas apenas em impor as doutrinas e crenças de suas igrejas, sem o mínimo de respeito pelas crenças de outras pessoas e pelo sagrado direito de não ter crença”.

“Precisamos convocar todas as pessoas de boa vontade e os setores democráticos de nossa sociedade para a defesa do direito à liberdade religiosa, do Estado laico, da pluralidade de opiniões e de crença, como disposições fundamentais para uma convivência sadia e uma cultura de paz”, disse o professor.

 


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