Ouro-pretano com hífen?

16/03/2018 às 17:53 por Atualizado dia 14/04/2018 às 02:05

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Por Ana Paula Martins – Jornalista e Revisora – Acentue Revisão de Textos

Adjetivos gentílicos são aqueles que nomeiam e identificam as pessoas nascidas em um determinado lugar – por exemplo, mineiro, brasileiro ou marianense. Ainda existe muita dúvida quanto ao emprego do hífen para adjetivos gentílicos.

Em Ouro Preto, muitas pessoas usam “ouropretano” sem o sinal gráfico separando as palavras. Todavia, segundo a gramática tradicional, são hifenizados os adjetivos gentílicos derivados de nomes geográficos compostos que contêm ou não elementos de ligação. Dessa forma, escrevemos belo-horizontino, juiz-forano, alto-rio-docense e, é claro, ouro-pretano.

Há quem pense que a utilização do hífen nesses casos é uma mudança inserida pelo Novo Acordo Ortográfico. Porém, o uso do sinal nos adjetivos gentílicos apenas foi mantido com as novas regras ortográficas, instituídas em 1º de janeiro de 2009.

Em geral, para aqueles que têm orgulho de serem ouro-pretanos não importa muito se a palavra é escrita com ou sem hífen… Mas fica a dica! Vamos empregar o hífen corretamente e mostrar como valorizamos a cultura e a educação em Ouro Preto.

Confira a explicação de Evanildo Bechara:

Observações

“Serão hifenizados os adjetivos gentílicos (ou seja, adjetivos que se referem ao lugar onde se nasce) derivados de nomes geográficos compostos que contenham ou não elementos de ligação: belo-horizontino, mato-grossense-do-sul, juiz-forano, cruzeirense-do-sul, alto-rio-docense”. (BECHARA, 2014, p. 167).

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Os serviços prestados pela Acentue – Revisão de Textos são feitos por Ana Paula Martins e parceiros capacitados. Jornalista formada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), Ana Paula Martins é mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), especialista em Revisão de Textos pelo Instituto de Educação Continuada da Pontifícia Universidade Católica (IEC PUC Minas). Possui dez anos de experiência como revisora, atuando como freelancer desde 2007, além de realizar projetos nas instituições onde trabalhou como jornalista e/ou editora.


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