“Novo presidente e uma briga política”, por Allan Almeida

06/10/2017 às 15:36 por Atualizado dia 06/10/2017 às 15:38

O Cruzeiro elegeu, na última segunda-feira, o seu novo presidente. Wagner Pires de Sá, candidato apoiado pelo atual mandatário, Gilvan de Pinho Tavares, comandará o time celeste no triênio 2018 – 2020. A vitória da situação representaria a continuidade de um trabalho iniciado por Gilvan em 2011, que apesar te contestado em algumas decisões tomadas, trouxe três títulos nacionais para o maior de Minas.

Só que a festa e o clima de união e fraternidade pós eleição durou menos de 48 horas. Em sua campanha, o presidente eleito prometeu dar sequência ao trabalho de Gilvan, mantendo sua equipe vitoriosa. Porém, iniciou-se uma debandada dentro da diretoria. Wagner Pires de Sá não abriria mão de ter a presença do ex presidente do Ipatinga, Itair Machado, na gestão do futebol celeste. E isso desagradou muita gente internamente.

O primeiro a puxar a fila foi Bruno Vicintini. Na minha opinião, a pessoa ideal para assumir a presidência do clube neste momento. Mas, por questões estatutárias, não pode concorrer. Em seu lugar, assume o próprio Itair Machado.  Outro que rompeu com o novo gestor foi o atual presidente, Gilvan de Pinho. Outros que podem seguir o mesmo rumo são o  Guilherme Mendes (Diretor de Comunicação) , há 10 anos no clube, Klauss Câmara (Diretor de Futebol), Tinga (Gerente de Futebol), Pedro Moreira (Supervisor de Futebol)  e até mesmo o treinador Mano Menezes, sem a certeza da renovação de contrato.

Não vou me posicionar exclusivamente sobre o novo presidente do Cruzeiro. Minha opinião sobre ele é superficial por não conhecê-lo como gestor esportivo. Mas sobre o processo de transição cabem duras críticas. A instituição Cruzeiro vive um momento ascendente. A torcida ainda comemora o penta da Copa do Brasil e já sonha com a volta à Libertadores. O planejamento para o torneio continental já começava a ser traçado com as pessoas que, provavelmente, não integrarão mais a gestão da equipe.

Em uma agremiação esportiva, ainda mais na grandeza que é o Cruzeiro, a política jamais deve sobressair ao futebol. O time vive ótima fase dentro dos gramados. Não pode instalar uma crise política, antes mesmo da nova gestão tomar posse. Uma crise que se for transmitida ao futebol poderá jogar por terra todo o planejamento para a próxima temporada.

O Cruzeiro sempre foi presidido por grandes homens. Uns teimosos, outros ousados, outros falastrões. Mas sempre comprometidos com o time e respeitando toda sua história e suas conquistas. Torço para que Pires de Sá entre para a galeria de dirigentes brilhantes. E que isso comece desde já, estancando essas desavenças instaladas.


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