Na Coluna Arquibancada Celeste, “Que venha um 2017 vitorioso”.

23/12/2016 às 21:07 por Atualizado dia 24/12/2016 às 07:31

Por Allan Almeida – Jornalista Especialista em Comunicação estratégica e branding

Mais um ano passou em branco na sala de troféus do maior de Minas. Algo nada normal pela tradição da raposa em papar títulos. O que deu errado? Basicamente o planejamento para a temporada.

Ao final de 2015, a diretoria cruzeirense foi às compras timidamente. Nomes de pouco peso como os atacantes Douglas Coutinho e Rafael Silva e os meias Bruno Nazário e Marciel chegaram à Toca da Raposa. No início desse ano, chegaram mais atletas: Matias Pisano, Sánchez Miño, Frederico Gino e Lucas Romero. Todos trazidos pelo então diretor de futebol Thiago Scuro, com apoio da comissão técnica. Porém, não corresponderam ao esperado. Desses, apenas Romero permaneceu na equipe até o final do ano.

Para corrigir as falhas da virada de ano, a diretoria celeste teve que voltar ao mercado. Logo após a eliminação precoce no Campeonato Mineiro, mandou para o Palmeiras os laterais Fabiano e Fabrício e recebeu em troca o lateral Lucas e o meia Robinho. Na virada do semestre, chegaram os atacantes Ramón Ábila e Rafael Sóbis para resolver a carência no ataque e ainda o meio campista Rafinha.

Ao final das contas, a movimentação feita no departamento de futebol no ano de 2016 já não tinha mais o foco em campanhas vitoriosas. Tornou-se uma operação de emergência para escaparem de um incêndio. Não havia consistência no elenco. Não era possível manter-se uma base de um jogo para o outro.

Parece que em termos de planejamento, a diretoria do Cruzeiro aprendeu a lição. O foco em 2017 começou antes mesmo do término da atual temporada. A raposa não só foi às compras (trazendo o zagueiro Luis Caicedo, o volante Hudson e o lateral Diogo Barbosa) como garantiu a permanência de jogadores importantes (zagueiros Léo e Dedé e o meia Robinho) e dispensou aquelas peças que já não se encaixam no perfil do maior de Minas (incluindo nessa o Diretor de Futebol Thiago Scuro).

Outro fator que traz mais otimismo para o ano que se inicia é a permanência do técnico Mano Menezes. Sua saída no final de 2015 contribuiu para a quebra de planejamento. Embora o substituto Deivid fizesse parte da comissão técnica permanente da Raposa, não possuía o mesmo perfil de jogo. Agora, trabalhando junto à diretoria e ao recém chegado Paulo César Tinga à gerência de futebol, Mano tem a oportunidade de montar o time, com a sua cara e trilhar um 2017 bem melhor.

Finalizo aqui a última Arquibancada Celeste desse ano tenebroso para a torcida cruzeirense. Acostumada a títulos, só colecionamos decepções. Que 2017 venha recheado de paz, esperança, energias positivas e conquistas. Tanto para cada um de nós, quanto para o nosso time cinco estrelas.


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