Mortes em Mariana-MG colocam autoridades em alerta para a Febre Amarela

11/01/2018 às 13:21 por Atualizado dia 11/01/2018 às 13:21

Imagem Ilustrativa
Crédito-Tino Ansaloni

A Secretaria Municipal de Saúde comunica que estão sob investigação as causas de dois óbitos ocorridos nos últimos dias no município de Mariana (MG). As causas também estão sendo investigadas pela Secretaria Estadual de Saúde através da Fundação Ezequiel Dias (FUNED) de acordo com o protocolo de Febre Hemorrágica para as doenças Febre Amarela, Dengue e Leptospirose. Foram encontrados três macacos mortos no município com suspeita de Febre Amarela, sendo que um deles a FUNED emitiu o resultado como positivo. Os resultados dos outros dois macacos enviadas no dia 29 de dezembro de 2017 encontram-se em análise.

Prevenção

A vacina contra Febre Amarela está disponível na Rede Pública e o efeito protetor ocorre a partir do 10° dia da imunização. É o recurso mais eficaz para evitar a doença e está no calendário de vacinação. É indicada a partir dos 9 meses de idade até os 59 anos. O Ministério da Saúde adotou a orientação de dose única desde 2017.

Em 017, foi promovida uma ampla campanha de vacinação contra a Febre Amarela no município. Vale ressaltar que a Secretaria Municipal de Saúde está trabalhando com responsabilidade, realizando ações e visitando residência nas regiões de Cachoeira do Brumado, Barro Branco, Barroca, Magalhães, Engenho Queimado, Monsenhor Horta, Paracatu de Baixo, Paracatu de Cima, Furquim, Águas Claras e Cláudio Manoel, fazendo a intensificação da vacinação contra a Febre Amarela.

Importante

Em todos os  casos a seguir, é importante uma avaliação médica na sua Unidade de Saúde:

    • Gestantes/mulheres amamentando;
    • Bebês menores de 9 meses;
    • Portadores de doenças autoimunes;
    • Soropositivos;
    • Idosos acima de 60 anos

Situação Epidemiológica 

Imagem-Divulgação. Crédito-Secretaria Municipal de Saúde.

Imagem-Divulgação. Crédito-Secretaria Municipal de Saúde.

Desinformação

Embora não transmitam diretamente o vírus, primatas vêm sendo mortos por pessoas que temem contrair a doença. O primatólogo Fabiano Melo, pesquisador responsável pelo Programa de Conservação Muriquis de Minas, que recebe apoio da Fundação Grupo Boticário, afirma que “as espécies de macacos nativas do Brasil, por não terem tido um contato histórico evolutivo com o vírus, tendem a ter baixa resistência ao seu contato”. Ou seja, primatas são tão vítimas da doença quanto humanos.

Melo alerta que “a doença é transmitida apenas pelos mosquitos e que os macacos, mesmo doentes, mal servem de reservatório do vírus, porque acabam morrendo muito rápido”. Além disso, os primatas se comportam como sentinelas, sinalizando a presença do vírus. “Por estarem na mata, estão mais expostos aos mosquitos e acabam sendo afetados antes dos seres humanos. Quando um primata aparece doente, temos indícios de que nós, humanos, também estamos expostos”, explica.

Leia a matéria completa publicada no Jornal Voz Ativa em janeiro de 2017

Como já foi amplamente divulgado, o macaco não é o responsável pela transmissão da febre amarela. Vale ressaltar que maus tratos a animais é crime, conforme Lei 9.605 de 1998, art. 32: Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. Pena: detenção de três meses a um ano e multa. O parágrafo 2º ainda especifica que a pena é aumentada de um sexto a um terço se ocorre morte do animal.

Assessoria de Comunicação/Prefeitura Municipal de Mariana


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