Leia “Boatos”, na Coluna Valdete Braga

06/01/2018 às 16:14 por Atualizado dia 07/01/2018 às 15:34

Esta semana, fomos surpreendidos com duas notícias falsas, que se alastraram como rastilho de pólvora pelas redes sociais, mais precisamente Facebook e Whatssap.

O primeiro: boato sobre acidente (alguns divulgaram que fatal, outros que o acidentado estava no hospital João XXIII) do nosso secretário da Casa Civil. Segundo: boato sobre desbarrancamento na Volta do Vento, devido às chuvas. Interessante que ambos vinham acompanhados de fotos.

Estes dois acontecimentos remetem a assunto já abordado mais de uma vez, mas que, sempre que se fizer necessário, voltarei a abordar. É muito sério isto. Mesmo com tanto estrago que o (mau) uso das redes sociais já causou e continua causando, tem gente que não aprende. E são muitos. Uns por ingenuidade, outros por maldade mesmo, saem compartilhando tudo, e alguns ainda dão opinião sobre a mentira. Como diz um amigo, são pessoas que querem ser a notícia e não informá-la.

Divulgar algo que seja de interesse é legal, é produtivo e em alguns casos até ajuda. Eu mesma já obtive informações através de páginas de amigos pelo facebook que foram de relevância para mim, e assim acontece com muitos. Mas o mínimo que se deve fazer, antes de “divulgar” um fato é verificar sua autenticidade. Fico imaginando se um familiar meu fica sabendo pelo facebook que eu sofri um acidente, quando na verdade eu estou bem, ou vice-versa. Precisamos aprender a nos colocar no lugar do outro.

No caso do falso acidente, a própria vítima do boato o desmentiu publicamente, mostrando que estava bem, graças a Deus, e sobre o desbarrancamento, veículos de comunicação fizeram este papel. (Como podemos ver, jornais e sites virtuais não existem só para promoverem políticos, como alguns mal informados ou mal intencionados insistem em dizer). Essas redes sociais…

Antigamente havia um ditado “papel aceita tudo”. Hoje são as teclas do computador. Quanto estrago uma pessoa pode fazer, sentadinha em sua casa, se sentindo protegida por uma tela… como alguém se dá ao trabalho de inventar estas coisas e ainda procurar fotos para “ilustrar” seus desatinos? Não dá para entender. Como eu ainda acredito no bem dentro das pessoas, acho que muitos compartilham enganados e bem intencionados, mas outros o fazem pela ânsia de aparecer a qualquer custo. Ser a notícia e não informá-la. Que infantilidade!

Mas, compartilhado e espalhado por ingenuidade ou maldade, o fato é que de algum lugar a notícia saiu. E quem fez sabia o que estava fazendo. Sabia serem notícias falsas, sabia que, graças a Deus, a pessoa em questão estava viva, saudável e bem e que não havia caído barranco nenhum na Volta do Vento. Fico pensando que tipo de mente doentia se dá ao trabalho de criar estes boatos. Não foram os primeiros e não serão os últimos. Sem generalizar, porque existem muitos profissionais e amadores responsáveis no mundo virtual, mas são fatos como estes que justificam, repetindo mais uma vez para ficar bem claro “sem generalizar” a frase “a internet deu voz aos imbecis”. Gente que quer ser notícia a qualquer preço, sem se preocupar com o estrago que pode ser feito, até a verdade aparecer. Só que, como ela sempre aparece, e aparece rápido, os quinze minutos de fama às vezes não passam de um segundo.


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