Fundação Renova anuncia que indenizações às vítimas da tragédia de Mariana-MG terão atraso

23/06/2018 às 14:21 por Atualizado dia 23/06/2018 às 14:30

Foto-Reprodução/Prefeitura Municipal de Mariana

As indenizações às vítimas do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), estão longe de serem pagas. A Fundação Renova e o Comitê Interfederativo (CIF) informaram, através de nota publicada na última quinta-feira (21), que haverá prorrogação no cronograma de negociação e pagamento de indenizações dos cadastrados das campanhas 1 e 2 que estava previsto para terminar na próxima sexta-feira (29).

De acordo com o informe, publicado no site da fundação, três fatores principais impactam no cumprimento do cronograma, com uma série de desdobramentos. São eles:

“A ampla extensão territorial e a diversidade de situações, bem como um grande volume de pessoas e danos, trazendo desafios ao processo de indenização; Necessidade de ouvir e construir coletivamente as políticas de indenização, o que demanda maior tempo para a efetivação de um processo mais justo. A falta de participação social poderia levar à exclusão de pessoas que, de fato, foram atingidas; e A busca por soluções inéditas para indenizar perdas em situações informais, exigindo a criação de outros critérios e alongando o processo de indenização”.

O texto pode ser lido na íntegra através deste link – Renova Informa: Prorrogação no Cronograma de Negociação e Pagamento de Indenizações.

A Fundação Renova destacou ainda que “vem se empenhando para estabelecer um novo cronograma e concluir as indenizações no menor prazo possível. Até a data de 15 de junho de 2018 foram realizados 5.256 pagamentos a 17.961 atingidos cadastrados nas campanhas 1 e 2”.

Criada pelas mineradoras Samarco, Vale e BHP, a Fundação Renova visa desenvolver e implantar ações de reparação ao longo do Rio Doce após o desastre que matou 19 pessoas em 2015.


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