Filosofia Atleticana de Buteco: ‘2018 parte 2, com um time partido ao meio’, por Rômulo Giacomin Soares

19/07/2018 às 10:48 por Atualizado dia 19/07/2018 às 10:48

Rômulo Giacomin Soares é estudante de Jornalismo na UFOP e escreve no blog ‘Filosofia Atleticana de Buteco’

Voltamos da Copa do Mundo, que saudade eu estava do Galo, Deus do céu! Finalmente vou voltar aos meus costumes toda semana, uma vez pelo o menos, vestir a camisa alvinegra, tomar uma e ter o meu momento sagrado com o time de coração. Ainda mais, estou de férias, então, depois de tanto tempo, tomei uma e vi o jogo com meu pai. Isso é algo importante demais para um pai e filho parceiros de campo, parceiros de Galo.

Mas nem tudo são flores, não foi uma noite para se comemorar a volta do Brasileirão. Foi uma partida péssima atleticana. Tudo bem que era contra o Grêmio fora de casa, mas não ver o Atlético criar uma jogada, uma sequer. Não existia Galo no meio de campo para frente, isso para um atleticano dói a alma. Que tomemos 10 gols, mas não deixa de atacar! Galo é assim, doido da cabeça, seriedade demais nunca foi nosso forte. Compreendo Larghi, que era um jogo para nos proteger lá atrás devido as circunstâncias que a “inter temporada” ia nos causar e por ser contra uma equipe muito forte jogando na casa dela. Mas porra >liberdade poética<, aqui é Galo. Não tem nada dessa de ficar com 11 atrás do meio de campo não, isso é pura falta de recurso e medo.

Com calma, avaliando friamente, sim era provável esse resultado. Não tem como, Renato Gaúcho já consolidou um jeito de jogar que deu certo há muito tempo no Grêmio. O Atlético de Larghi custou a se acertar na primeira metade do ano, daí o time mudou todo, manteve-se cinco jogadores titulares, porém, mais que isso, os que saíram eram peças fundamentais do esquema do treinador. Não havia entrosamento algum, não tinha liberdade criativa e muito menos poderio ofensivo, ficou no negativo hoje.

Entrando mais afundo sobre essa parada para a Copa, nota-se um Atlético empresarial. O interesse dos engravatados atleticanos não é de fazer gol, ganhar títulos, é de rodar grana, ter mercado. Isso é nojento. Sim, Roger Guedes não tinha como e ainda nós conseguimos tirar uma boa grana da negociação, mas a troco de pouca coisa. O Atlético já emprestou Otero para time empresarial, Cazares mesma coisa, para trazer jogadores de pouco nome e que podem se valorizar, para o quê? Vender mais caro depois. Sinto isso no Alexandre Gallo e Sette Câmara. O espírito do Atlético esse ano é de acúmulo de verba, reconhecimento no mercado, que é um papo longo para aprofundar.

Entretanto, vi algo no Zé Welison, melhor do nosso time na partida, ou, como diria meu pai, “o único que salva”. Não estou condenando, nem afirmando se compensou ou não a contratação, entretanto eu não vi absolutamente nada do Chará, contratação mais cara da história do Galo. Sem comentários para o Edinho que saiu no início do jogo sentindo dor muscular, era o que o Atlético mais precisava, mais um que chega, não dá vinte minutos e vai para o Departamento Médico. Denilson demonstrou ter alguma técnica, mas exagerou muito, tem que jogar simples, não é necessário mais de um drible num jogo como esse. Do Juninho eu só consegui reparar em uma coisa: É sobrenatural sua aparência com junior Urso.

O que mais me deixa preocupado é que o Galo demorou muito para encaixar esse ano, mas conseguiu, com muito custo, terminou até a pausa em terceiro lugar no campeonato. Daí veio a pausa e desmanchou tudo, é um novo time, para se adaptar de novo. Entretanto, não há mais tempo para adaptação e entrosar o time, domingo tem jogo importante contra o Palmeiras fora de casa e já é outra pedreira e vai ser assim, muito intenso até o final. Como o técnico Thiago vai fazer pra acelerar esse processo eu não sei, mas é bom achar uma maneira rápido, pois está caminhando, de novo, para uma temporada derrotada para o Galo.


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