Da imbecilidade real do mundo virtual… Por Geraldo Mendes

13/01/2018 às 13:58 por Atualizado dia 13/01/2018 às 23:29

Geraldo Mendes é Advogado e Vereador pelo PC do B na cidade de Ouro Preto-MG

O mau uso das redes sociais deu origem a duas tendências. Uma é o perfil do mundo perfeito, onde “tudo é divino, tudo e maravilhoso”, e a outra é o discurso do ódio, que o promove e estimula a discriminação, criando uma rede de intrigas e mentiras.

Não raras vezes, os propagadores do ódio são pessoas amarguradas, de mal com a vida, mal informadas, mal intencionadas, mal amadas, mal educadas e por que não dizer, de mau caráter.

O saudoso escritor italiano Umberto Eco disse que “as redes sociais deram voz aos imbecis”, frase essa que incomoda muitas pessoas, e a razão do incômodo pode ser facilmente detectada ao ler o que essas pessoas postam e compartilham.

Há, nesse tipo de pessoa, o uso da falsa moralidade, onde se colocam como dona da verdade, da verdade absoluta. Nesse sentido, Umberto Eco sentenciou que “o drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”, e quando interpeladas ou provocadas, as pessoas que se dizem donas da verdade, usam como escudo a “liberdade de expressão”.

No entanto, a liberdade de expressão também tem limites, que devem ser observados e praticados, caso contrário, a homofobia, o racismo e o sexismo, por exemplo, seriam considerados “liberdade de expressão”, e bem sabemos que não o são.

Quando bem usadas, as redes sociais aproximam e informam, no mais é só provocação e sentimentos menores.

Por fim, esse pequeno texto traz somente uma opinião, entretanto, como já dizia minha avó: “se a carapuça serviu, use”… mas, por favor, não me acuse!


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Um comentário

  1. Excelente texto. O autor conseguiu, em poucas palavras, retratar uma triste realidade das redes sociais. Pseudo “donos da verdade”, na ânsia de aparecer a qualquer custo, confundem as coisas. Como já foi dito também na rede, “liberdade de expressão não é liberdade de ofensa”. Muito bom para reflexão.

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